BS-PREA – Oficina de Aprendizagem: Resgate Técnico de Animais Silvestres

Fábio QueirozEscrito por: Fábio Queiroz14/05/2026
BS-PREA – Oficina de Aprendizagem: Resgate Técnico de Animais Silvestres

No dia 09/05/2026, foi um dia muito especial para alguns profissionais resgatistas na cidade de Três Lagoas/MS.

O projeto social BS-PREA (Bombeiros Solidários — Prevenção e Respostas Emergenciais Avançadas) nasceu com o propósito de transformar boa vontade em proficiência técnica, atuando na formação e no aprimoramento de conhecimentos que muitas vezes não são contemplados em treinamentos tradicionais.

Dentro desse projeto, o segmento de Resgate e Manejo de Animais Silvestres busca reunir práticas, experiências e orientações essenciais para ocorrências reais, onde a técnica, a segurança e a tomada de decisão fazem toda a diferença.

Em 2026, estou à frente desse segmento, o objetivo é fortalecer a base de conhecimento operacional, compartilhando aprendizados que ajudam a proteger tanto os profissionais quanto a fauna envolvida nas ocorrências.

Abaixo a lista de assuntos importantes que renderam muito engajamento na aula prática:

1 - Nunca realize captura sozinho; priorize sempre a segurança da equipe, pois nenhuma ocorrência é simples e você pode se tornar uma vítima.

2 - Em galerias ou bueiros, atenção durante a movimentação de tampas, que podem se deslocar e prensar membros do resgatista ou do animal.

3 - Tamanduás possuem alto potencial de dano e exigem manejo cuidadoso; nunca subestime a espécie.

4 - Utilize o afugentamento como primeira técnica antes da captura física; algumas espécies podem ser conduzidas para áreas naturais ou até mesmo para caixas abertas bem posicionadas.

5 - Espécies como tamanduás e macacos podem remover o laço do cambão do pescoço; manter o laço ajustado e centralizado ajuda a evitar fugas.

6 - Em locais de risco, utilize técnicas de contenção a distância antes da aproximação direta, principalmente quando o ambiente apresentar riscos adicionais.

7 - Afaste curiosos e impeça a aproximação de leigos para fotos ou selfies durante o resgate.

8 - Nem todo chamado envolve animal ferido; alguns podem simular ferimentos apenas para proteger ninhos ou filhotes.

9 - Não manuseie ovos encontrados no solo, pois algumas aves realizam nidificação no chão.

10 - Ovos inviáveis ou ninhos abandonados também fazem parte do equilíbrio natural e servem de recurso para outros organismos.

11 - Nem toda interação natural deve sofrer interferência humana; acidentes também acontecem na natureza.

12 - A predação faz parte do equilíbrio ecológico e, em alguns casos, a melhor decisão é não intervir.

13 - Papagaios “domesticados”, assim como outras espécies nativas mantidas ilegalmente, exigem atenção especializada e apoio policial para definir a melhor destinação.

14 - A translocação inadequada pode causar estresse severo e até levar o animal à morte.

15 - CETAS realiza acolhimento, triagem e destinação adequada da fauna silvestre.

16 - Caminhões e veículos de grande porte podem transportar animais entre regiões sem intenção.

17 - Animais feridos podem se debater intensamente dentro de caixas e jaulas durante o transporte.

18 - Aves possuem estrutura óssea delicada e, em alguns casos, podem exigir imobilização durante o transporte.

19 - Cobrir os olhos de animais robustos e reduzir estímulos do ambiente pode ajudar a diminuir o estresse, principalmente durante a translocação.

20 - Ao encontrar animais mortos, atenção às questões de proteção e biossegurança; verifique a presença de filhotes e avalie a real necessidade de intervenção, sendo indicada a movimentação apenas quando houver riscos adicionais.

O Cronograma foi adequado para fornecer uma aprendizagem em 8 horas.

O desenvolvimento desta oficina de aprendizagem em Resgate Técnico de Animais Silvestres não seria possível sem o apoio e a participação dos padrinhos e parceiros.

Profissionais que contribuem de modo voluntário diretamente para a construção de um conhecimento sólido e aplicado à realidade operacional.

Agradecemos especiais para:

- ⁠Tenente: Lauro Sant’Anna

- ⁠Sargento: César Augusto, da Polícia Militar Ambiental

- ⁠Cabo: Fernando Ortiz

- ⁠Consultor de segurança: Luís Fernando Soares

- ⁠Escola de Bombeiros: LFSoares, pela estrutura, colaboração, experiência e troca de conhecimento que fortalecem ainda mais a qualidade técnica deste trabalho.

Se você se interessou pelo tema e gostaria de levar uma oficina de aprendizagem gratuita para sua cidade, entre em contato conosco. Estamos abertos a novas parcerias e a expandir esse conhecimento para mais profissionais e equipes em todo o território nacional.

Fábio Queiroz

Fábio Queiroz

É Tecnólogo em segurança, Pós graduado em Engenharia de Prevenção e Combate ao Incêndio e Higiene Ocupacional, produz conteúdos atualizados para parceiros, fornece mentoria para Bombeiros de todo o Brasil de forma remota.

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